Carlos Fial @ 00:00

Qui, 12/01/12

L.A. Woman celebra 40 anos. O ultimo álbum gravado pelos The Doors na sua formação original. E nada melhor que um inédito para celebrar a efeméride. Blusy... Fuck yeah!!!!!!!!!!!!!!!!

O Abraço!!!!!


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Gualter Ego @ 00:00

Sex, 29/10/10

A primeira coisa que faz quando se levanta da cama, cujos lençóis se vão despregando e enrolando ao longo da noite, nos turbulentos sonhos de um adolescente enganado, é consumar o acto, meio automático, meio sonâmbulo - sete e meia e as pálpebras pesam como chumbo - e pouco ou ciente daquilo que se está fazer, de levantar o tampo de sanita e mijar - com certeza que os mais conservadores me perdoam o termo - como quem dá graças a Deus por um novo dia, neste ritual rotineiro das manhãs mal acordadas, que procedem as noites mal dormidas.

Rodou o manípulo da torneira, completamente alheio ao facto de ter rodado o da água fria, e lavou a cara com cerimónia, tirando as ramelas, abrindo os olhos ao máximo, com esforço, olhando-se ao espelho, ajeitando as sobrancelhas e esfregando os olhos. Vestiu umas calças de ganga e uma camisola de mangas curtas, não se deteve a passar o pente pelo cabelo e, as meias, calçou-as com custo. Nada de Patchouli ou Old Spice e não é como o Jim Morrison: bebe uma caneca de café, em vez de uma cerveja, ao pequeno-almoço. Não veste, nem sequer possui um blusão de cabedal, quanto muito uma flanela do grunge esquecido, um esforço vão em querer sentir-se menos enganado por ter nascido tão tarde. Não tem um Mustang, anda a pé; enquanto desce a rua, apertando o casaco, troca o passo, mete as mãos nos bolsos, inventa que cheira a Old Spice e que tem vestido um casaco de cabedal engraxado, cabelo lambido, olhando para ninguém, sorrindo matreiramente, em jeito de flerte, com o vento gelado das já oito da manhã a corroer-lhe a carne noviça e tenra, cheio de sono e cansaço.

Antes de virar a esquina, é um homem, sem ser homem, perdido em tempos modernos, uma antítese, um anti-herói, fraco e desarranjado, que inventa um sonho e lhe dá uma metafísica concreta, tão genuína que se perde em si próprio, só para se encontrar, na esquina já virada, de cabelo desgrenhado, de volta ao mundo real, onde é um jovem desproporcional, que nasceu para encontrar um mundo em desgaste, que o desgasta a ele próprio.

E, enquanto não era virada a esquina, ia repetindo os versos e o refrão de uma canção, fingindo que tocava guitarra, mexendo os lábios ao ritmo palavras do cantor.

(Doces ilusões que nos proporcionas, tu que és mais que sons, Música.)

 


Bandas:


Diogo Filipe Sousa @ 00:00

Qua, 07/07/10

A 3 de Julho de 1971 morria um dos maiores poetas que a América viu nascer. Puxem de um cigarro. Fechem os olhos. Encostem-se na cadeira. The Doors:


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Carlos Fial @ 00:00

Qui, 08/04/10

Há tempos, no post com música de Neil Young, fiz referencia à obra de William Blake, The Marriage of Heaven and Hell. Ora, como isto anda tudo ligado damas e cavalheiros, foi com base nessa obra que um escritor de seu nome Aldous Huxley escreveu um livro intitulado “The Doors of Perception”, com base no tal verso recitado por J. Deep na música de Young. E foi nesse livro de Aldous Huxley, que dois estudantes da escola cinematográfica de Los Angeles, de seu nome  James Douglas Morrison e Ray Manzarek, encontraram a inspiração para em 1965 criarem uma banda cujo nome seria nada mais nada menos que: The Doors.
Há muita tinta, história, mito e lenda em torno destes sujeitos sobre a qual não me vou debruçar por razões obvias.
Fica aqui The End a jeito de tributo. Em 1979, Francis Ford Coppola, que estudou com Morrison na escola cinematográfica, lançou o filme Apocalypse Now, com "The End" a ter destaque na banda sonora. Uma viajem ao subconsciente do poeta com “engraçada” versão de complexo de Edipo ao jeito do século XX.
O Abraço.


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“A música exprime a mais alta filosofia numa linguagem que a razão não compreende” Arthur Schopenhauer
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