Cátia Laranjeira @ 00:00

Ter, 29/03/11

 

 

 




Pedro Pereira @ 00:00

Dom, 24/10/10

Escrevo este post ainda com resquícios da pele de galinha que o concerto de Quinta-Feira (Foge Foge Bandido) me provocou. Ver ali, tão perto, um dos melhores artistas portugueses, cuja combinação de palavras e palavras e acordes já tanto em mim despoletou, é coisa para comover.

Sim, o Manel Cruz existe - em carne e osso.

E desculpem este histerismo. Afinal, sou um adolescente, e isto é coisa própria da idade.

 

 




Cátia Laranjeira @ 00:00

Ter, 19/10/10




Diogo Filipe Sousa @ 00:00

Qua, 26/05/10

Por mais voltas que a sua musica dê, ele será sempre o Capitão Romance ou Ouvi Dizer dos Ornatos Violeta, mas Manuel Cruz, depois do final dos Ornatos Violeta, continua activo e bem activo.

Em 2004, na pele de Pluto, edita Bom Dia, mas a maior surpresa surge 4 anos depois. Retrocedendo na história, já em 1998 Manuel Cruz cantava e compunha para a sua vertente Foge Foge Bandido mas só 10 anos depois lança o seu disco com lado A e lado B, intitulados de O Amor Dá-me Tesão e Não Fui Eu Que Estraguei, respectivamente. Do álbum destacam-se músicas como Canal Zero, Borboleta, Ninguém é quem queria ser, A sina da cisma, Canção da Lua e esta música que hoje vos trago, Quem Sabe:

Letra:

 

quem sabe eu nem vos quero bem

 quem sabe eu nem sou ninguém

quem sabe eu não sei quem

quem sabe eu sou quem queria ser

quem sabe eu nunca o vou saber

quem sabe eu sou bem melhor

quem sabe o medo é minha cruz

quem sabe o medo é meu motor

quem sabe o medo é luz

quem sabe eu não estou só a tentar desesperadamente uma razão para seguir ou para não parar

pois tudo se passa sem eu ver




Pedro Pereira @ 00:00

Qui, 03/12/09

Se eu largar eu sinto a sua falta
Se eu agarro ela perde a côr
Ela não é dos meus dedos
É dos meus medos

E faço-me passar por uma flor
Tento imaginar o que ela diz
À espera de aprender

À face da rua existe a lua
Mas não é tua
À margem da estrada não há nada
Mas já te agrada
Tu és o teu mundo
Tu és o teu fundo
Tu és o teu poço
És o teu pior almoço
És a pulga na balança
És a mãe dessa criança
És o mal
És o bem
És o dia que não vem

Agora pára de fazer sentido
Não vês que assim estás a pisar fora da estrada
Vê se agora páras de fazer sentido
Não vês que nada nos dirá mais do que nos diz nada

Vê que o meu coração ainda salta
Quer e julga ser capaz
Não o faça por meus medos
Faça nos dedos
E eu fico para ver o que ele faz
Sem imaginar o que eu não fiz
À espera de viver

À face da chama existe a fama
Mas não te ama
À margem do nada não há estrada
Já não te agrada
Tu és o teu preço
És a tua glória
Tu és o teu medo
És a parte má da história
Vê que o sol ainda brilha
Ainda tem por onde arder
Não é mau
Não é bem
São razões para viver


Agora pára de fazer sentido
Não vês que assim estás a pisar fora da estrada
Vê se agora páras de fazer sentido
Não vês que nada nos dirá mais do que nos diz nada

Se eu largar eu vou sentir a sua falta

Tu és tu sempre que tu és
És mesmo tu quando pensas que és outra coisa
E tu pensas que não mas tu és mesmo bom a ser sempre
Quem és
Daí o teu motivo ser inapagável
Daí o teu desejo ser incontornável
O prazer é tão maleável
Daí o seu valor ser inestimável
 



“A música exprime a mais alta filosofia numa linguagem que a razão não compreende” Arthur Schopenhauer
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