Pedro Pereira @ 00:00

Dom, 13/12/09

Largaram-me a mil metros do chão
Largaram-me porque me agarrei
Numa alucinação de vida
Que me enchia o coração
E que agora vejo perdida
Num cair que já não sei

Largaram-me a mil metros do chão
Reparo o sol que se afasta no ar
Rasgo caminho onde o vento dormia
Adormeço sentidos no meu furacão
Enquanto sol anuncia o dia
Sinto o meu corpo, desamparado, deslizar...

Perdi-te do lado errado do coração
Eras tu o meu chão...

Enquanto caía a terra rachou
E eu via a queda ainda mais funda
Ao meu lado passava tudo o que passei
Comigo a miragem que nada mudou
Do voo rasante que nem começou
Do tempo apressado que nem reparei


Sinto os meus gestos flutuar, devagar
No último segredo antes do ódio
À minha frente um filme de aves sem voz
E quando as toquei resolvi gostar
Quando as ouvi fiquei a amar
Ter tentado subir ao cimo de nós

Amei-te do lado errado do coração
Eras tu o meu chão...

Não sei ao que chamam lados do coração
Mas és tu o meu chão...
És tu o meu chão...
 


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“A música exprime a mais alta filosofia numa linguagem que a razão não compreende” Arthur Schopenhauer
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