Gualter Ego @ 00:00

Sex, 12/11/10

Perdi-me na sua graça. Levemente, fui-me apaixonando por ela. Houve um dia em que decidi ver se o meu amor por ela rimava alguma coisa, ou se podia dizer que o cabelo dela era como as ondas do mar, que eu nunca sequer tinha visto. Mas ela não gostava de mim e eu chorei. Às páginas tantas, meu pai disse-me que “o Diabo não gosta de rimas e não é bom a perceber metáforas”. Dois anos depois percebi que o Diabo, era aquela menina de face branca, pintalgada de sardas quentes e vivas, que nunca chegou a ler as minhas cartas e que tanto me fez olhar para o tecto; acredito que ela tenha sido o primeiro amor. As rimas inocentes, amar e gostar, tua com lua e por aí diante, que ela tantas me roubou, ficaram guardadas numa caixa, debaixo da minha cama. Também lá tenho uma dúzia de berlindes. Bem fala o meu pai, que diz que “elas gostam é dos guitarristas”.

 


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“A música exprime a mais alta filosofia numa linguagem que a razão não compreende” Arthur Schopenhauer
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