André Pereira @ 00:00

Ter, 24/01/12

"O grupo formou-se em Almada nos finais de 2006 com João Graça no violino, Miguel Veríssimo no clarinete, André Santos na guitarra, João Sovina no contra-baixo e Francisco Caiado na percussão. Em 2008 lançaram o EP "Melech Mechaya" (ed. autor), e em 2009 foi lançado o seu disco de estreia "Budja Ba" (Ovação), com a participação das Tucanas. Eelco Schilder, da revista FolkWorld, considerou-os "cinco músicos notáveis" e a sua abordagem ao Klezmer "muito diferente". Em Outubro de 2011 editaram o longa-duração "Aqui Em Baixo Tudo É Simples" (Pontozurca), que conta com convidados como a fadista Mísia ou o trompetista norte-americano Frank London, dos Klezmatics (vencedores de um Grammy em 2006).

Em resumo, é a festa que se esperava. Uma festa inteira.

 

Em abstracto, e não sendo fácil explicá-lo, há música que é muito mais do que isso; pelo que é; pelo que representa. É algo racional, com sentido, que vem de dentro e a torna viva, realista. É algo quase espiritual.

MELECH MECHAYA têm muito dessa experiência espiritual. E não é só pelo principal caminho estético seguido, o estranho e judaico klezmer, mas por tudo o resto; o sentimento, a energia, a alegria e a forma como a música cumpre o seu objectivo. Totalmente!"

 

No passado fim de semana fui assistir ao concerto destes "rapazotes" no Teatro Ribeiro Conceição. Fiquei bastante desiludido pela descrição que faziam da banda no boletim cultural. Eles não eram "... uma banda portuguesa de música Klezmer sedeada em Lisboa e Almada, e são geralmente considerados como a primeira e mais proeminente banda do género em Portugal."

Foram sim uma viagem festiva pela música klezmer, com uma sonoridade contagiante que uniu aromas árabes e ritmos ciganos à tradição judaica.

Da Hungria a Israel, dos Balcãs a Nova Iorque, em Lamego foi festa e celebrações de público em pé e cadeiras vazias. Entre o riso e a dança, uma pândega não aconselhada a cardíacos!

 

Parabéns pelo humor, pela energia transmitida, pela alegria em palco e na plateia, pela interacção e pela equipa técnica, que fez um trabalho fantástiico.

Clamaram por Budja Ba (A Deusa da festa) e ela veio até Lamego.

 

Obrigado!

 

 

 

 



“A música exprime a mais alta filosofia numa linguagem que a razão não compreende” Arthur Schopenhauer
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