André Pereira @ 00:00

Ter, 20/09/11

Quando o líder de uma banda opta por uma carreira a solo, alguns fãs assumem automaticamente que esta será uma cópia carbónica do material da banda ou que pelo menos tenha algumas semelhanças.
Felizmente, nem sempre tal preconceito se verifica.
Mais conhecido como o carismático líder dos Devil In Me , uma das mais importantes bandas hardcore nacionais, Apolinário Correia lança-se em 2008 sob um novo desafio.
Apesar da sua jovialidade, Poli, pela mão do seu pai está ligado à música há mais de dez anos, durante os quais integrou vários projectos como os For The Glory, Rat Attack ou City Scum, entre muitos outros.
Oriundo de Quarteira, terra de marinheiros e pescadores, e apesar do curioso titulo "Dead Sailor", uma forma de se afastar da ideia de ter de se tornar também ele um homem do mar, Poli consegue navegar para fora da costa segura dos Devil In Me sem nunca se afundar.
Aqueles que associam Poli aos Devil In Me têm tendência a vê-lo como alguém barulhento, impetuoso, agressivo, in-your-face punk-rocker mas, em "Dead Sailor", o vocalista faz um desvio totalmente inesperado.

Sob o nome de Sam Alone e determinado a engolir o mundo e fazê-lo ter sentido, " Dead Sailor " vem desafiar todas as expectativas.
Imaginem tirar o carisma juvenil dos Devil In Me e despi-lo de distorção e batidas pesadas. O resultado, é "Dead Sailor", uma revelação, um grito que vem da alma e que mostra o grande potencial, maturidade e artista que Poli é.
Munido de uma guitarra acústica e de uma harmónica, Poli transporta-nos para uma era onde o folk-rock e o country eram reis.
Fortemente influenciado por bandeiras do género como Johnny Cash ou Bob Dylan e num registo claramente intimista, Poli partilha experiências de vida e histórias de amor, ódio, vingança, esperança e realização pessoal sem nunca esquecer a família, amigos e a sua terra natal, de uma forma emocional e musicalmente cativante e comovente.

Pouco usual em terras lusas, pioneiro talvez, "Dead Sailor" é uma colecção de 11 extraordinários e bonitos temas interpretados de uma forma que só Poli consegue, nos quais a rudeza se alia à doce amargura de uma história ainda por acabar e que não são menos acessíveis ou cativantes que aqueles a que nos habituou com os Devil In Me.

Ao vivo, Sam Alone faz-se acompanhar por alguns convidados que, com vários arranjos, dão aos temas outra vida e intensidade fazendo da actuação também ela um momento único e sempre uma surpresa.

Podem conferir alguns dos temas em www.myspace.com/samalonemusic .
Quanto ao álbum, esse, encontra-se já à venda nos locais habituais.

 

Apesar da crise económica e de valores que se instalada, continua a produzir-se muito bom material...

Abraço +

 

 

 


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“A música exprime a mais alta filosofia numa linguagem que a razão não compreende” Arthur Schopenhauer
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